Ribeirão Preto, 08 de Setembro de 2010

Presbiopia
A Presbiopia é a perda da acomodação visual relacionada à idade. Também conhecida como “Vista cansada”, se manifesta em todas as pessoas a partir dos 40 anos. Na realidade, trata-se de um processo gradativo de enfraquecimento do músculo ciliar associado a um aumento da rigidez do cristalino, inerente ao processo de envelhecimento dos tecidos oculares. Com isso, perdermos a capacidade de “focalizar” objetos mais próximos e passamos a precisar do auxílio de óculos para perto.
Os primeiros sinais da Presbiopia começam quando se nota a dificuldade em enfiar uma linha na agulha, os braços já não suficientemente longos para ler o jornal, dificuldade em ler uma bula de remédio. No entanto existem outros sinais como dores de cabeça e fadiga ocular.
TRATAMENTO
Muitos estudos e avanços têm sido realizados para o tratamento da presbiopia, visto que os présbitas compõem uma parcela considerável da população no auge da capacidade de trabalho. Existem procedimentos que podem ser realizados que diminuem a dependência dos óculos como a MONOVISÃO ou ainda o implante de LENTES MULTIFOCAIS.
A compensação através da monovisão pode ser
realizada de tal forma que o olho dominante é corrigido para a distância e o olho não dominante é corrigido para perto. Essa condição pode ser obtida cirurgicamente através do Excimer Laser com as técnicas Lasik ou Lasek.
Uma outra opção para a correção da Presbiopia é a remoção do cristalino e o implante de uma lente intra-ocular, como as utilizadas na cirurgia das Cataratas. Atualmente as chamadas lentes pseudo-acomodativas permitem que as imagens de perto e de longe sejam projetadas na retina ao mesmo tempo, minimizando a incidência de efeitos visuais indesejáveis – luzes (glare) e anéis (halos). Tal mecanismo permite uma boa qualidade de visão de longe, intermediária e de perto. Alguns pacientes, porém precisam de um tempo de adaptação à lente.
Na nossa experiência, a maior parte dos pacientes se acostuma com a lente multifocal e ficam muito satisfeitos com o resultado. Quando perguntados se colocariam a mesma lente se tivessem que operar de novo, mais de 90% respondem que sim.
Mas, a escolha por qualquer tipo de tratamento deve levar em conta a idade do paciente, o tipo de vida, a sua ocupação, os hobbies e as suas necessidades para ao dia-a-dia.